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MARÉ DE LUA — Quando o mar revela o território

  • Foto do escritor: Leandro Cagiano
    Leandro Cagiano
  • 10 de fev.
  • 1 min de leitura

home em barco de pesca sobre o mar, ajoelhado na proa sobre redes de pesca soltando a âncora na água


No sul da Bahia, há dias em que o mar se retira o suficiente e revela o que normalmente permanece submerso. O coral emerge inteiro. Vivo. Cortante.


É nesse período — conhecido localmente como maré de lua — quando o mar revela o território, que acontece a caça tradicional do polvo. Sem mergulho. Apenas a pé, sobre o coral exposto.


Os vestígios das tocas aparecem nos restos de caranguejos deixados para trás. Sinais discretos para quem aprendeu a ler o chão do mar.


A prática acompanha o ritmo lunar e a memória do território. Um conhecimento construído no tempo lento das marés e transmitido entre gerações.


vale do paraíba com a serra da mantiqueira vista ao fundo em um céu alaranjado

agricultor águando mudas de palmeiras para plantio
sapo laranja sobre um tronco com musgos
jacutinga em um recinto de treinamentos antes da soltura




“TERRITÓRIO NÃO É PAISAGEM, É PRÁTICA, TEMPO E SOBREVIVÊNCIA.”



Este ensaio fotográfico documenta a caça tradicional do polvo quando maré baixa nos recifes de coral do sul da Bahia. Realizada a pé sobre o coral exposto, a prática revela uma relação direta entre comunidade, tempo lunar e território costeiro.


O trabalho integra uma pesquisa autoral em fotografia documental dedicada às culturas aquáticas e paisagens das margens do Brasil.






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